quarta-feira, 9 de maio de 2018

MOBILIZAÇÃO PERMANENTE XIV

Prezado associado:

A luta pela equalização durante o governo Alckmin resultou infrutífera.

Esse fato decorreu de inúmeras razões, sendo a principal delas a falta de sensibilidade do governador frente aos reclamos dos servidores públicos. Nenhuma categoria teve vitórias que a colocassem em patamar acima das demais.

No apagar das luzes desse malfadado governo foi enviado um projeto de lei, o PLC 11, que acrescenta R$ 200,00, ao salário de cada nível de nossa carreira, projeto esse que ainda está em tramitação e é retroativo a 1º/04/2018. Esse projeto, na sua concepção, altera o interstício entre os níveis da carreira, tornando-o menor que os 15% atuais. Até o momento foram apresentadas duas emendas ao PL, sendo a primeira, de autoria do Deputado Davi Zaia, que visa reaver o interstício de 15% perdidos. Outra emenda, de autoria da Deputada Beth Saião, altera o PL acrescentando R$ 200,00 ao salário base da carreira.

Evidente que nada disso corresponde ao nosso pleito inicial de equalização e, portanto, não tem o apoio da AGROESP pelo que representa. Ainda assim estamos em tratativas na ALESP para a aprovação do melhor texto, isto é, o da deputada Beth Sahão. Em conversas mantidas com deputados e seus assessores na ALESP colocamos a situação da seguinte forma: O ótimo seria a equalização, o bom a emenda da deputada Beth, o regular a emenda do deputado Zaia.

Sabemos que matérias que geram despesas ao executivo não podem ser aprovadas pelo legislativo, mas também sabemos que tudo pode ser negociado, desde que aprovado até junho do corrente ano. Estamos tendo adesões importantes de lideranças como o deputado Vinholi, o Padre Afonso, o Coronel Camilo, além do deputado federal Jardim e esperamos o melhor nessa matéria.

Por outro lado, os trabalhos na ALESP estão em ritmo lento e a tramitação de projetos ocorre de forma claudicante nas diversas comissões. Para nós essa demora pode ser favorável, pois permite que negociemos com o executivo para que não vete o PL caso seja aprovado com a emenda. É um trabalho que exige dedicação constante, mas estamos indo semanalmente na ALESP para tratar desse
assunto.

Em outra frente seremos em breve recebidos pelo atual Secretário de Agricultura, Dr. Francisco Jardim, onde exporemos nossa luta e buscaremos o apoio para o diálogo com o Governador Márcio França visando a aprovação do PL e também mostrar as necessidades de nossa carreira frente ao quadro atual em que se encontra.

O quadro até agora nebuloso da sucessão estadual impede que grandes movimentações sejam levadas a cabo, porém a diretoria da AGROESP espera contar com um grande número de assistentes agropecuários por ocasião da votação em plenário do PL 11.

É o que temos para o momento.

Campinas, 9 de maio de 2018


CONTINUEMOS NA LUTA MEUS COLEGAS!


VICTOR BRANCO DE ARAUJO
AGROESP - PRESIDENTE

29 comentários:

  1. Ainda estão sonhando com a equiparação??? Caiam na real. Se dessem os 36,44%, conforme consta no Requerimento de Informação 29/2018 de autoria do deputado Davi Zaia, já seria muito bom. É o repasse da inflação, o que é aceitável. O que não pode é insistir numa proposta caduca e que já morreu. Não aguento nem ouvir falar mais dessa equiparação...

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    1. Prezado Carlos:
      Estamos lutando em todas as frentes possíveis e imagináveis.
      A equiparação é paupável e não está morta.
      As emendas ao PLC 11 estão sendo defendidas.
      Temos de pegar o que vier.
      Abraço!

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    2. ME DESCULPE MAS DESCORDO DE VC EM Q TEMOS QUE PEGAR O Q VIER, TEMOS Q PEGAR O Q BOM PARA CATEGORIA, SE FOR PEGAR O QUE VIER AI NÃO PRECISAMOS NEM DA AGROESP.

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    3. Prezado:
      Pegar o que vier significa que não podemos deixar de receber o que o governo está dando, embora aquém do que pedimos. Deve ser considerado o ano eleitoral e que a aceitação de uma coisa não encerra nossa luta pela equalização.
      Acreditamos que a maioria dos associados não perdoariam a diretoria se essa lutasse pela rejeição do PLC 11 em prol da equalização, num tudo ou nada irracional.

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  2. E o Barros Munhos que agora é do PSB e apoia o Marcio França para governador.Nao está apoindo?

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  3. O Deputado Barros Munhoz sempre esteve e estará ao lado de nossa categoria. É voz uníssona na ALESP e no governo do estado.

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  4. AGROESP, bom dia.
    Parece-me um pouco improvável a concessão de um aumento significativo nesse momento em função do período eleitoral, haja vista o que ocorreu com o PLC n° 09/18 na qual foi publicada a Lei Complementar nº 1.321, de 09 de abril de 2018. (D.O.E. I pág. 1).
    Foi emitido Parecer nº 165-0, de 2018 pela Procuradoria. O presente Parecer versa sobre o questionamento formulado pelo Senhor Secretário Geral de Administração face à Lei Complementar nº 1.321/2018, à luz da legislação eleitoral. Com base nas razões deduzidas no bojo do mencionado Parecer, aquele órgão técnico conclui que a referida Lei Complementar não está de acordo com a legislação eleitoral.
    Conforme Lei Federal n° 9.504/1997, é proibida a revisão geral da remuneração dos servidores públicos que exceda a recomposição da perda de seu poder aquisitivo ao longo do ano da eleição, a partir do início do prazo estabelecido na lei até a posse dos eleitos. Em relação à limitação temporal, o início da incidência da vedação se dará a partir de 180 (cento e oitenta) dias antes das eleições e o seu término ocorrerá com a posse dos eleitos.
    Por via de consequência, o pagamento do reajuste por ela contemplado não deve ser efetuado, face às possíveis implicações decorrentes da edição do diploma legal em dissonância às vedações de natureza eleitoral.
    Ou seja, o mesmo poderá ocorrer com a PLC n° 11/18?

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    1. Pelo o que diz o texto da lei, fica proibido um reajuste que conceda além das perdas pela inflação, um aumento real de salário, no período de 180 dias antes da eleição. Esse é o caso do reajuste citado acima, na PLC 09/2018. Eles conseguiram além do reajuste que compensa as perdas, mais 2,5% de reajuste real. No nosso caso, estamos MUITO LONGE disso. Se dessem, 36,44% seria apenas o repasse da inflação. Estamos brigando pela miséria de 150 reais..., o que está anos-luz distante da recomposição salarial. Aumento real para nós é o mesmo que colher melancia de um pé de limão.

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  5. Podem ficar tranquilos... nenhuma das emendas para melhorar o salário foi aprovada. Vamos ficar mesmo só com os 30 reais que o governador Alckmin enviou à Assembleia. Nessa eleição lembre-se de quem nunca lembrou de você e também dos "amigos" da classe que nunca mais enviaram propostas de valorização salarial.

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  6. E como anda a contratação dos novos assistentes?
    Precisamos urgentemente dos novos concursados, a sobrecarga de trabalho não condiz com a realidade, tão pouco com nossos salários.
    Devemos fazer uma pressão junto ao Sr. Secretário e ao Sr. Governador para acelerarem os trâmites antes do período eleitoral, do contrário, estaremos sujeitos a essa carga de trabalho até os novos eleitos tomarem posse. A partir daí, só Deus sabe quando entrarão em exercício os novos assistentes.
    Victor, tenho acompanhado seu empenho e gostaria de parabenizá-lo, pois ao contrário de muitos, você não tem desanimado na luta por nossa causa.
    Acredito que com os novos assistentes a AGROESP terá mais força. Bora lá contar também com a ajuda dos recém chegados para conquistarmos aquilo que nos é de direito!

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  7. A questão não é o trabalho realizado pela Agroesp, mas sim o desleixo do Governo com o funcionalismo publico. Enquanto o estado de São Paulo continuar mantendo o mesmo partido no poder e os mesmos políticos que adoram passar a lábia, essa situação vai permanecer. Não é uma discussão partidária, mas a manutenção da tucanada no poder vai levar o funcionalismo ao fundo do poço. Já deixaram bem claro ao longo do tempo que nós na verdade somos problema para o Estado. Quando dizem que somos importante não passa de blá blá blá, e infelizmente muitos continuam acreditando. Abraço a todos e lembrem: a diferença pode ser feita nas eleições.

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  8. Se foi ruim com Alkimin,imaginem com Doria que na prefeitura de Sao Paulo,queria diminuir o salário dos servidores através de uma reforma da previdência que elevaria a contribuição até 25%

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  9. 16/05/2018 Publicado Parecer nº 623, de 2018, da Reunião Conjunta das Comissões de Constituição, Justiça e Redação; de Administração Pública e Relações do Trabalho e de Finanças, Orçamento e Planejamento, favorável ao Projeto de Lei complementar e contrário às emendas nºs 1 a 4. (D.A. pág. 17)
    16/05/2018 64a. Sessão Ordinária - Aprovado o Projeto, rejeitadas as Emendas englobadamente.

    Agora perdemos até a diferença de 15 % entre os níveis. Pelo que vejo temos muitos defensores na assembléia (na hora do discurso e dos tapinhas nas costas) mas no final sai tudo como o governo quer.

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    1. VERDADE !!!! NÃO ALCANÇAMOS NOSSA META E AINDA PERDEMOS O POUCO QUE TEMOS. ABSURDO O MENOSPREZO PELA NOSSA CLASSE.
      O PARECER DO RELATOR, BEM FRAQUINHO !!!
      ABRAM OS OLHOS COM OS NOSSOS "DEFENSORES" !!!

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  10. Parabéns Agroesp, muito bom sues contatos na ALESP......
    SUUUUUUUUUUUUUUCESSOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO.....

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  11. A aprovação do PLC nº 11 pela ALESP transcorreu dentro do esperado. Apesar da liderança do governo aceitar a emenda 1 que tratava de manter o interstício, não houve o consenso dos líderes para que a emenda fosse aprovada. Agora, com o apoio explícito do novo secretário, voltaremos à carga PLENA com o pleito da equalização, o qual já corrige a distorção causada pelo PL.

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  12. A equalização implicaria num aumento de 48,54% sobre os últimos reajustes.... Com todo respeito, é hora de acordar.

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  13. O AA que voltar no PSDB não tem vergonha na cara e merece esse tratamento que eles sempre deram na nossa categoria,principalmente no governo de 8 anos do Alkimin.
    Agora é a nossa hora.

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  14. Bom dia,Barros Munhoz está devendo muito.

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  15. O governador Alckmin não valorizou a categoria, não instituiu a equalização salarial e de quebra antes de deixar o governo sancionou a Lei 16.684 de 19/03/18 que institui a Política de Agroecologia, que será vinculada a S.A.A. Isso significa, mais trabalho, sem nenhum reajuste decente dos últimos 5 anos... Lembre-se disso no dia da eleição...

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    1. Assitente, é o que eu disse acima. Precisamos pressionar o secretário e o governador para chamar os novos assistentes agropecuários o quanto antes. Caso contrário teremos muito trabalho e esse salário defasado.
      Vamos acordar meu povo, nossa luta não deve ser apenas pelo reajuste do nosso salário, mas sim de melhores condições de trabalho. Há diversas casas da agricultura sucateadas, carros em condições ruins, etc.

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  16. Este comentário foi removido pelo autor.

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  17. Um salve pros caminhoneiros! Ou vamos pro "pau" ou fecha as portas e as janelas da casa. Chega de conversa fiada e assédio político.

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  18. Segundo informações, está na mesa do governador os 200 reais de aumento para todos, não os 200 reais sobre a base, ou seja, teremos mais 200 reais de aumento bruto...

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  19. Que comédia não é mesmo caros amigos? Apenas R$200,00 de aumento bruto, isso no final das contas serão centavos. E ainda essa enrolação na mesa do nosso digníssimo governador.

    Se até esmola estão nos negando, quem dirá um aumento digno? Aumento mesmo, só de trabalho e mais trabalho.

    Não podemos nos esquecer que nós que estamos em bate-papo frequente com os eleitores, devemos expor nossa situação e o descaso para com aqueles que dependem do nosso humilde trabalho.

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  20. Pelo que sei, está aguardando a sanção do governador, desde o dia 18/5, a PLC 11/2018, que foi enviada pelo Alckmin, concedendo 30 reais a mais, que somando-se ao salario complemento resulta em 199,96 reais, onde descontando-se todos os tributos resulta em cerca de 150 reais... Uma gorjeta para ver se ganha alguns votos...

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  21. Temos que banir o PSDB do governo de SP só assim teremos algumas perspectivas de melhoras pq pior do que está não ficará.O candidato chuchu não decola nem em sp e com certeza espera dos paulistas a sua ascensão ao seu maior sonho ser presidente , Bolsonaro nele

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  22. O candidato chuchu vai receber o que merece, ou seja, 3,5% de votos apenas, o mesmo índice de reajuste que nos deu. Não decola nem com furacão...

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