quinta-feira, 14 de março de 2019

COMUNICADO AGROESP 01/2019

Diante da edição, nessa semana, do Decreto n.º 64.131 de 11/03/2019, que criou a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável e devido à dinâmica dos acontecimentos na atual gestão da SAA, a AGROESP vem manifestar o que segue: 

1. Não há razões que justifiquem a alteração do nome/marca CATI, apesar da inclusão de novas atribuições, uma vez que esse é reconhecido internacionalmente e as populações dos municípios do nosso interior prontamente sabem indicar a qualquer visitante a localização da CATI ou até, como alguns, “do CATI”, afinal são cinquenta e dois anos dessa marca; 

2. A mudança do nome impacta a identidade da instituição frente a sociedade e a identificação dos servidores perante o seu público, contribuindo para desmotivação funcional; 

3. Entendemos que o desenvolvimento rural sustentável está implícito na integralidade prevista no nome original, como consta da missão da CATI; 

4. As novas atribuições recebidas, sem a consequente transferência do quadro de pessoal, pressionarão a atual gestão da SAA a tomar providências para a reposição de seu atual quadro, acompanhando a devida valorização dos integrantes; 

5. Desde o início da atual gestão, a diretoria da AGROESP procurou o diálogo com a nova gestão da SAA, tanto na forma de ofícios, como em contato com a liderança do governo na ALESP e com a assessoria da SAA; 

6. A atual diretoria da AGROESP, desde a gestão passada, sempre se manifestou favorável a mudanças, visando a adequação das instituições aos novos tempos, com a única observação dessas serem pautadas na transparência, confiança e diálogo; 

7. Uma mudança fundamental é que os cargos de coordenadores da CATI e da CDA, numa eventual reestruturação, sejam de provimento exclusivo de assistentes agropecuários, a exemplo do que ocorre na APTA, nesse caso restringindo a coordenação a pesquisadores científicos; 

8. Nos últimos vinte anos, a CATI operacionalizou a execução de dois acordos de empréstimo junto ao Banco Mundial, os Microbacias I e II, executando integralmente o programa bem como os recursos orçamentários do governo, sem que houvesse qualquer desvio ou má conduta que viesse a denegrir a instituição e seus servidores, demonstrando claramente a excelência da instituição na gestão dos recursos do tesouro.

Isto posto fazemos a seguir um relatório da reunião havida no dia de hoje no gabinete da SAA, atendendo convite da Dra. Gabriela Redona Chiste, Secretária Executiva da pasta, e que contou com a presença do colega Fontes, Chefe da Assessoria Técnica e dos colegas Sérgio Diehl e Henrique que me acompanharam. Após a reunião fomos à ALESP. 

1. Temos os seguintes compromissos assumidos pela Dra. Gabriela: 
• que o Secretário Dr. Gustavo Junqueira irá receber a AGROESP; 
• que a AGROESP terá um representante no grupo de transição; 
• que no momento não há projeto pronto de mudança de estrutura e que antes precisa definir o que vai fazer pra depois definir estrutura. Caso o assunto estrutura venha a tona, a AGROESP será informada e ouvida;
• Informou ainda que a reunião da próxima segunda feira com os diretores de EDA e EDR, terá como pauta a discussão sobre no que vamos trabalhar, e que os diretores terão a lição de casa de realizar diagnósticos municipais para futuras ações; 
• Quanto ao nome, ela se manifestou contrária à volta do nome CATI, já que houve uma fusão. Deixamos claro que a posição da AGROESP é da volta da identidade visual CATI e que assim, o gabinete estaria assumindo o desgaste político da mudança. 

Ainda quanto a conversa com a Dra. Gabriela, a AGROESP deixou claro que o aumento de atribuições precisa ser acompanhado de uma valorização dos servidores, afinal terá mais serviço. A mesma colocou que não podia se comprometer em relação a salário, mas que não há nenhuma porta fechada quanto ao diálogo sobre o assunto, mas que o mesmo deve ser tratado no momento oportuno.

Colocamos também a preocupação da entidade com possíveis reduções nos salários dos servidores com uma eventual extinção de cargos de chefia e assessoramento num eventual processo de reestruturação radical. Nos posicionamos firmemente que, se não pode elevar os ganhos, diminuir nunca. 

Saindo da reunião fomos a ALESP conversar com o líder do governo Deputado Carlão Pignatari. Ao chegarmos o mesmo nos expôs que já havia recebido várias ligações questionado a mudança do nome. Perguntou-nos o por que de tanto transtorno, explicamos o motivo e o mesmo entendeu que já há uma identificação do produtor com a marca CATI. Propusemos uma alternativa, a de manter a sigla e identidade visual CATI, alterando-se somente o nome da coordenadoria. O mesmo se comprometeu a conversar amanhã com o Dr. Gustavo sobre o assunto. 

Finalizando gostaríamos de manifestar aos associados que entendemos que o diálogo está aberto, o que pode ser comprovado pela convocação ainda hoje da colega Vera Palla, representante indicada pela AGROESP, para participar da reunião de amanhã da comissão de transição, estabelecida no Decreto aqui mencionado. Assim não vemos razão de radicalizar a postura da associação. 

O que nós todos, assistentes agropecuários, precisamos fazer agora? 

Mobilizar as organizações de produtores e políticos da sua região (prefeitos, vereadores e deputados) a conversarem ou enviarem documentos ao governador e ao líder do governo Carlão Pignatari. Eles precisam sentir, como já estão sentindo, que o público não gostou da mudança, não só os funcionários mas principalmente o público. O governador e o líder do governo tem mais sensibilidade política que o secretário por isso o foco deve ser eles.

Campinas, 14 de março de 2019 

ENG.º AGR.º VICTOR BRANCO DE ARAUJO 
AGROESP – Presidente 

8 comentários:

  1. A Agroesp vai continuar com a mesma tática da negociação da equiparação e vamos ter o mesmo resultado.

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  2. Uma postura dentro do que o momento exige. Cautela e sobriedade. Ficar atento e mobilizado para algum posicionamento mais incisivo e determinante em nossas ações

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  3. Na hora de se comprometer com relação ao salário, a Dra. Gabriela da Secretaria não assume. Por isso, Não esqueçam de falar claramente ao Secretário Gustavo Junqueira, que estamos há 5 anos sem nenhum reajuste salarial, nem mesmo o repasse da inflação acumulado. Isso é muito mais importante do que a alteração da o nome /marca Cati...

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  4. Esse lance de que a CATI era reconhecida, não faz jus ao tratamento que ultimamente ele estava recebendo em eventos como a AGRISHOW, cada ano ridicularizado o espaço, ficando a beira da cerca de divisão do recinto. A organização CATI, faliu por conta de egos inflados e de acordões políticos. A própria separação interna de reconhecimento de cargos e funções fez com que o descrédito de toda equipe culminasse nesse momento. Infelizmente se colheu o que se plantou. E quando certas atitudes apenas contemplam apadrinhados políticos, a bancarrota acontece. Parabéns a todos os envolvidos dos altos escalões tanto da CATI quanto da Assembléia Legislativa e da própria SAA.

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  5. Vamos ficar mais 4 anos sem reposição salarial,não estou falando de aumento.Viva PSDB,Alkimim,Covas,Aluízio,Doria e outros.

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  6. Precisamos sim de melhoria salarial, principalmente os administrativos, que se os assistentes estão descontentes imagina nossa classe, que enfrentamos esse desajuste, ainda encaramos a desvalorização dos nossos trabalhos com salários baixissimos, e muita discrepância! Mas a preocupação com a "marca" não se trata apenas da escrita, mas com história, a perda total de identidade de uma instituição com mais de 50 anos e a perda salarial de muitos com a extinção de cargos, que com isso trabalharemos mais e receberemos menos ainda..um descompromisso total com a classe administrativa.

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  7. Mudanças sempre existiram e continuarão existindo. É preciso fazer do limão uma limonada. Diálogo, serenidade e inteligência é que farão a diferença.

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  8. Estão querendo valorizar as atividades agropecuárias do estado. Isso é muito bom, desde que valorizem também os servidores da SAA, que estão há 5 anos sem reajuste de salário. Não cumprem nem o que manda a Constituição Federal que obriga o repasse da inflação acumulada. Se isso não for feito urgentemente, não há como trabalhar ganhando uma miséria!

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